8.2.10

the one i love is standing near (the one i love is everywhere)

77. Amor

Ah, se penso nela, minha garganta queima,
minha cabeça desaba, meus seios enrijecessem e doem,
tenho calafrios e ando chorando pela rua.

Se a vejo, meu coração para, minhas mãos tremem,
meus pés congelam, um calor queima meu rosto
como fogo, minhas têmporas pulsam terrivelmente.

Se a toco, enlouqueço; meus braços travam,
meus joelhos cedem. Caio diante dela, desfalecida
como uma mulher que está morrendo.

Tudo que ela diz me deixa ferida.
Seu amor é uma tortura, e quem passa pela rua
escuta meu lamento... Ah! Como
posso chamá-la de bem-amada?

[les chansons de bilitis, pierre louÿs]

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