4.11.09

prudence never pays

eu sempre fui muito responsável. as outras crianças corriam & pulavam & subiam no muro e eu ficava do lado dizendo MAS E SE!? sabe aquela chata café-com-leite em todas as brincadeiras? eu.

que inveja me dava ser livre, tranquila, leve.

sempre.

na universidade eu via as pessoas que passavam o dia dormindo na grama, enquanto eu trabalhava nas coisas absurdas que eu encontro de trabalho. imaginava como seria poder fazer dois cursos ao mesmo tempo, passar um ano viajando, ganhar um apartamento do papai e não precisar pagar aluguel.

não é que o meu trabalho seja medonho. não deve ser mais do que qualquer outro, assim, na média. mas eu me deixo afetar muito com qualquer coisa. todo atraso dos outros é meu, e odeio atraso. toda reclamação me dá azia, especialmente quanto têm razão. nem se eu fosse católica ia ter tanta culpa.

é tanto esforço por nada. todo mundo por aí cagando & andando e eu figurativamente roendo as unhas. não é como se eu fosse neurocirugiã. ninguém vai morrer se o livro só chegar pra próxima aula, sabe?

grande suspiro.

No comments: