12.11.09

o aspirador da meia-noite

a melhor parte do meu pobre finado desiludido esclerosado mofado desacorçoado romance moderno (oinq-haha):

"[...] Nunca é silêncio, especialmente quando alguém morou lá antes. Casas respiram, rangem, pulsam, qualquer vento desperta uma alma de coisa que se sabe. Apartamentos então, com toda aquela gente engavetada, nunca conhecem quietude. Logo que me mudei para a kitchenete conseguia ouvir o salto da vizinha de cima, o rádio do vizinho de baixo, uma moeda caindo ali do lado. Imaginava se eles também me ouviam, se me imaginavam assim como eu imaginava quem diabos passa aspirador a meia-noite. Aliás, ótimo título/mote para um conto: o aspirador da meia-noite."

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