21.12.06

os filmes de 2006

acho que eu nunca vi tantos filmes como esse ano - a lista oficial diz que foram mais de cem, e minha memória diz que a maioria foi boa e, er, guei. como não sou afeita a avaliações técnicas que mal entendo & nem tenho voto ativo nos oscares, aqui vai a lista dos que mais Me Significaram:

  1. brokeback mountain (2005)




  2. the pillow book (1992)




  3. i <3 huckabees (2004)




  4. velvet goldmine (1998)




  5. my life without me (2004)




  6. repulsion (1967)




  7. el laberinto del fauno (2006)




  8. fucking åmål (2004)




  9. les amants reguliers (2005)




  10. the dangerous lives of altar boys (2002)



menção honrosa para bloom (2003), machuca (2004), but i'm a cheerleader! (1999) e rent (2005).

18.12.06

os livros de 2006

esse ano, decidi meio que roubar na hora de fazer lista. como eu li muitos quadrinhos, caso fosse listar edição por edição, ou mesmo volume por volume, ia ter que fazer um top 50 ou coisa do tipo & ia acabar desistindo. portanto, achei melhor para a minha parca sanidade mental contar coleções inteiras como um livro só, e fim.

para a relação de leituras completa & detalhada, existe a grande lista oficial, que provavelmente será transferida para o 43things ano que vem, pra ver se me animo a fazer comentários mais elaborados quando fechar a última página.

enfim, eis:

  1. strangers in paradise [eds. 01-86], terry moore

    katchoo & francine
    aí, ó como existe quadrinho-maravilha sem superheróis nem deuses nem personificações antropomórficas míticas nem nada. tá certo que a katchoo é quase uma versão ninja & descolada da marilyn monroe, mas isso é mero detalhe. o importante é a máfia, a arte, e OMG poliamor guei! :D


  2. brokeback mountain, annie proulx



    "there was some open space between what he knew and what he tried to believe, but nothing could be done about it, and if you can't fix it you've got to stand it." :|


  3. wicked, the life and times of the wicked witch of the west, gregory maguire


    eu só tinha umas lembranças muito vagas do Mágico de Oz, mas a história é de cultura geral básica & funciona quase subconscientemente, né. e então que a minha tara por revisões de Clássicos persiste, e o maguire soube remexer tão bem com personagens & situações que eu quis até ir atrás do original.


  4. bridget jones' diary, helen fielding


    eu assumo que eu só fui ler porque estava meio mole & precisava de um final feliz, mas, uau, como me surpreendi. não é só divertido & engraçadinho, é bem pensado & absurdamente Bem Escrito & inclusive faz algumas pessoas terem sentido (e não necessariamente mulheres trintonas).


  5. anansi boys, neil gaiman


    levei tanto tempo pra ler esse que o gaiman quase me deserdou. e apesar de não ser assim, um American Gods, é dEle, e, consequentemente, maravilhoso daquele jeito meta-fuçador de ser. depois de terminar, fico naquela corda bamba de desistir de escrever pra sempre, ou de largar mão de semvergonhice e pegar uma caneta.


  6. the handmaid's tale, margaret atwood


    esse me pegou pelo sumário: ficção semicientífica distópica com personagem principal feminina & foco em identidade de gênero. e sem soar esnobe assim, juro.



  7. the books of magic [vols. 01-06], john ney rieber


    eu fiquei com cinco pés atrás quando soube que o gaiman só tinha escrito a minisérie, e que pessoas aleatórias continuaram a história por muitas & muitas edições. mas. outra surpresa agradável, delicada & pesada sem errar a mão. dois joinhas pro tim hunter.


  8. fables [vols. 1-7 + 1001 nights of snowfall], bill willingham


    criar coisa nova usando uma estrutura prévia é foda, porque o patamar básico é bem alto, assim como as chances de se arriscar & ficar com cara de bobo. aqui a estrutura narrativa é fresquinha, e mexe até no pano de fundo teoricamente fixo & feliz para sempre. e a arte é linda, do tipo que merece posteres na parede etc.


  9. death note [vols. 01-12], tsugumi ohba


    fora o fato do L ser meu namorado imaginário #3423, um grande atrativo pra história de um cara que tem um caderno que mata quando você escreve o nome da pessoa é o Duelo. não tanto entre o bem e o mal, mas entre dois gênios lógicos que raciocinam como eu nunca ia conseguir. e, er, tensão sexual & algemas & maçãs?


  10. mort, terry pratchett


    não sei porque fiz tanta birra em ler o pratchett depois de good omens, mas antes tarde do que nunca. é uma grande alegria saber que ele ainda está vivo & escreve feito uma fabriquinha de páginas, porque eu li sorrindo sem parar (tá, às vezes era sorrisinho triste, tipo "WHAT IS THAT SENSE INSIDE YOUR HEAD OF WISTFUL REGRET THAT THINGS ARE THE WAY THEY APPARENTLY ARE? / 'Sadness, master. I think. Now —' /I AM SADNESS").

16.12.06

sing your life, ou, as músicas de 2006

dezembro se esgueirou bem sorrateirozinho atrás de mim, e já passou do dia 15. o que significa que Sim, é chegada a hora das minhas tradicionais listas retrospectivas & também daquela mendicanciazinha, i.e., se o décimo-terceiro veio gordinho & seu papai-noel interior acha que eu fui uma boa menina ultimamente, vá em frente.

pra começar de um jeito leve (antes que eu tome coragem de fuçar nas listas dos filmes & livros consumidos aos litros), lá vão as Cinco Músicas Mais Marcantes do ano:

  1. la vie boheme, rent soundtrack [bisexuals, trisexuals, homo sapiens, carcinogens, hallucinogens, men, pee wee herman!]

  2. you have killed me, morrissey [piazza cavour, what's my life for?]

  3. hot one, shudder to think [just hold me like a god]

  4. tim i wish you were born a girl, of montreal [and then when you got sick, i could take the day off work - i could've made you chicken soup]

  5. darts of pleasure, franz ferdinand [ich heiße Su-per-phan-tas-tisch!]

menção honrosa pra electric barbarella, too sexy e one way or another, que me animaram nos muitos quilometros andados morro acima & morro abaixo pelas redondezas.