22.5.06

de rerum vitae IV

volta e meia me pego revirando os arquivos do blogue. seja porque não me sinto disposta a Escrever, seja porque sou habitada por esse fantasma do natal passado, seja porque nostalgia me embriaga, seja porque eu simplesmente não tenho noção do tempo e sempre fico abismada com a velocidade (devagar demais, rápida demais) dos dias entre uma vida & outra.

[vou lá e oh, descubro que faz um ano que conheci pessoalmente a grafômana. e que faz um ano que eu não fui aceita na ENS. que há dois anos eu ataquei o h-h na rua por causa do cachec00l lindo. etc. etc. etc.]

sorrio. amo os textos antigos, tenho vontade de repetir um & outro. odeio os textos antigos & me envergonho. releio a famosa série de Diálogos Interessantes & sinto gosto de mofo na boca. pro dia-a-dia, é tão mais fácil esquecer do que cultivar esses contos que acabam em reticências. olha só aqui, ao meu redor: essa pilha de copos, canecas, livros, doces, canetas que não pegam, cabinhos de maçã, papeizinhos. eu mudo o foco da atenção e eles morrem pra mim. só são recriados quando levanto & eles caem em cascatas tristes aos meus pés.

[inserir grande suspiro]

mas, bem. o negócio é que estava revirando os arquivos hoje e descobri que já faz um ano que eu brinquei de 'fala que eu te escuto', respondendo perguntas anônimas aleatórias. foi razoavelmente divertido, e estou disposta a abrir o espaço de novo. pra dar chance a quem chegou com o bonde andando, pras novidades, pra ter do que rir. não é como se houvesse uma alcatéia de maravilhas sobre mim que vá trazer felicidade ao mundo, mas pra quem quer saber o número que eu calço ou qual a receita daquele mousse bizarro de amora, eis a oportunidade esperada:

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