1.2.06

vão-se os anéis, os dedos, os braços

adoro ficar revirando as coisas velhas no meu computador, aquelas que se enfiam em subpastas de subpastas de subpastas do backup da subpasta de uma pasta que um dia ficou no desktop. só que tem umas coisas que eu procuro-procuro e nunca mais acho. tipo.

eu tava lembrando de quando eu era apenas um lobisomem juvenil e oh-meu-deus que vergonha, recordei-me do meu presunçoso porém não-muito tratado kelly-shakespeariano que habitava o finado run.to/shakespeare, descrito em vários locais (sabe se lá por quem) como "devaneios e interpretações sobre os textos de Shakespeare, tendo em vista o mundo atual". não tenho idéia de como eu tomei coragem de deixar público um troço daqueles, que eu escrevi numa sentada só. mas, poxa, eu tinha quinze/desesseis anos e, bem, tem gente com rebeldias adolescentes bem piores, né? :P

o terravista comeu a versão que estava online, e não consigo achar o txt original em canto nenhum. se ainda tenho os mais de duzentos emails que desocupados do país inteiro me mandaram sobre o tema, por que os meus próprios textos sumiram? bouhouhou.

também lembrei de como eu era louca por arquivo x e inclusive tinha um tema-para-windows super chique: quando ele carregava, tocava a musiquinha ta-na-nana-nanã; quando maximizava/minimizava uma janela, a scully dizia 'mulder, what's in your pocket?'; quando eu limpava a lixeira o mulder resmungava alguma coisa indefinida; quando eu ia desligar o computador uma voz tenebrosa dizia 'the truth is out there' etc. mas hoje em dia, cadê?

sem contar que eu tenho umas cinco versões diferentes pro jogo de vinte-e-um que a gente teve que fazer na escola técnica, mas não consigo achar nem o rastro do meu finado navegador, o kweb. aposto que o computador come de propósito, como ele fez tantas vezes com meus históricos de mensagens. puto.

só não meto uns chutes porque pelo menos os meus emails (e seus backups frequentes) estão em paz :-B

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