22.9.05

amo, amas, amat, amamus, amatis, amant

tava lendo sartre ontem e ele disse assim, que amar = desejo de ser amado. e que, portanto, desejo de ser amado = desejo de que o Outro queira ser amado por você. na hora fez Muito Sentido et al. aquela história de, duh, é óbvio que eu quero que faça toda a diferença, pra você, o fato de que eu gosto-gosto da sua pessoinha tão (in)adorável.

por isso, talvez, eu não acredite nesse negócio de amor platônico. não vai, não funciona. se a pessoa tá pouco se lixando pro que eu sinto, se pra mim é Grande Coisa e pro Outro é Tanto-Faz, ô, vai se foder. não quero, não suporto a idéia de que uma coisa significativa pra mim e seja pff-nada pro Outro Alguém. claro, se é tanto-faz pra mim, beleza ser tanto-faz pro outro. mas se não é, bem, simplesmente não-vai-ser, certo? balanço a cabeça & vou comer uns vermes (ou chocolates). amor não tem nada a ver com persistência: ou é ou não é. bater na mesma tecla pelos-séculos-dos-séculos-amém seria uma cruza bizarra de teimosia + burrice + masoquismo.

tá, hm, não é exatamente um botão liga-desliga & conheci muita mágoa e rancor, porque, como diz a minha mãe, 'não dá pra ganhar sempre' (e eu respondo: 'mas é que eu gosto de'). entretanto, porém, todavia, não tem felicidade-que-dure-pra-sempre nem tristeza-que-não-se-acabe, e passa, e passou, e Depois me dizem que tá ok e eu digo que tá ok e tá ok mesmo.

meanwhile, the world goes on: [favor inserir um sorriso largo & meia dúzia de suspiros].

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