25.6.05

educação extra-sentimental

just let her crash & burn (she'll learn)
the attention just encourages her.

tem todo esse horror, esse terror das coisas quentes. porque a minha temperatura é um pouco mais alta, e só um pouco, mas esse pouco é tanto que incomoda, que aí agora eu tusso e tudo incomoda.

penso que demorei tanto a me meter com as gentes. essas, todas. os sonhos nos papéis eram mais do que suficientes pra me poupar dessas relações interpessoais tão temíveis com os desconhecidos do mundo (quando, quando eu conheci você? por que nada parece natural, ou pode ser simples, quando um dia você também foi um desconhecido pra mim?). mas agora eu abro os olhos e tem você, e você, e você, e você, e...

eu tenho falado com tanta gente que me esqueço o que falei com quem. eu não estou treinada. eu não sei como agir. eu me jogo demais? eu me escondo demais? eu puxo, eu empurro demais? eu sei que tem alguma coisa errada, porque me sinto leve, mas eu gosto mesmo é do peso.

eu tenho tido mais diálogos pitorescos do que minha memória feita pra alojar citações marcadas com aspas inglesas é capaz de gravar. queria dizer da arte da dominação, ou da minha cabeça que não funciona direito, ou dos bichinhos de zoológico comendo o pão que o diabo amassou e/ou mastigou, ou das overdoses de chocolate que só aplacam um pouco o amargor natural da vida, ou que não importa o que me digam, eu não me acho apaixonante.

me sinto tão tonta (e não tenho quem me dê a mão, no meio dessa gente toda). às vezes eu penso em como as coisas seriam se eu tivesse aprendido esse trato especial de ver ouvir comer sentir querer ter gente ao redor, em um tempo em que não me desse enjôos & vertigens. em um tempo em que essa insegurança absurda, toda revestida de licho licho licho, encapada de ironia, recheada de curiosidade, não fosse tão ridícula. ainda mais na companhia dessa sensação eterna de que eu não preciso de vocês.

me sinto tão, tão quente, tão incômoda, tonta.

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