18.2.05

vinil

não lembro ipsis literis, mas acho que ainda assim vale a pena transcrever o emocionante diálogo ocorrido hoje, embaixo do sol, indo de um sebo pra outro, subindo e descendo as escadas infestadas de neo-dandys da galeria do rock, entre eu e a kat:

[eu] blablablá, procurando um allstar todo preto, mas só tinha de vinil

[kat] não dá pra imaginar como usar um sapato de vinil, aquele negócio sufoca, eu tenho uma bolsa e não dá nem pra escutar o celular tocando através dela, nem o som passa

[eu] que peculiar, então o som não só não atravessa o vácuo como não se propaga pelo vinil também. nem precisa fazer astrofísica nem nada pra descobrir os mistérios do universo

[kat] mas então porque os discos de vinil têm música, se o som não se propaga?

[eu] exatamente por isso. porque aí a música fica guardadinha, não escapa

[kat] imagine, se não fosse de vinil, você ia chacoalhar o disco e as canções iam todas vazar

::saem na rua e vêem uma mulher de shorte de vinil laranja, w00t::

[kat] eu tenho uma amiga que tem um corselet de vinil. imagine o que é usar um corselet de vinil. na balada.

[eu] deve murchar até a alma da pessoa

[kat] ela é gótica, portanto fica feliz por ficar infeliz e murcha. faz sentido.

[eu] tudo faz sentido. a resposta pro universo, a vida e tudo o mais não é 42. é vinil.

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