20.2.05

bêbada de me sentir

devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me?
não: vou existir. arre! vou existir.
e-xis-tir... e--xis--tir...
(dêem-me de beber, que não tenho sede)


os domingos sempre são piores. sempre. mesmo que você fique só de lençol na sacada, vendo os pássaros caírem como folhas dar árvores, não voando, mas sendo voados pelo vento; mesmo que você se aninhe no edredon no chão como se fosse no sol morrendo e leia um livro bom; mesmo que você deite de lado e não tire os olhos das frases no monitor; mesmo que você tire fotos que nem parecem do seu corpo, porque são imateriais & de alguém melhor do que você pode ser; mesmo que você faça maionese; mesmo que assista às suas cenas preferidas nos seus filmes preferidos; mesmo que beba champagne; mesmo te liguem; mesmo que toque e-bow the letter (anything to thin the blood); mesmo que não toque e-bow the letter.

(i saw the best minds of my generation destroyed by madness, starving hysterical naked / who wandered around & around at midnight / in the railroad yard wondering where to go, and went)

eu tenho quase 22 anos já. nos domingos eu lembro mais. é quando penso mais que sou errada na história. a história toda, quero dizer. as pessoas bebem & casam & fumam & têm filhos, mas ainda parece que eu sou uma criança e isso é coisa de adultos, e continua sem fazer sentido nem ter ligação com as minhas coisas.

(who cut their wrists three times successively unsuccessfully, gave up and were forced to open antique stores where they thought they were growing old and cried)

roquemrou. sejam bem-vindos aos grandes domingos: eis o inverno da minha insatisfação. bork.

::volta pra sacada::

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