11.1.05

resumo semi-automático

que bizarrice

câmbio, câmbio. alô?

vou recapitular as coisas (do not think i underestimate your great concern). antes do ano acabar, eu fui para a Megalópole dos Curitibocas, onde me aventurei pelas ruas e braços lá e apenas lá encontráveis. fiz óculos novos, já que minha vesguice e minha miopia aumentaram de tal forma que tenho de usar lentes especiais pra não ficar com um fundo-de-garrafa-mor. usei minha saia rosa de cheerleader. frequentei b00ster. busquei meu irmão na escola, levando sua bicicleta multicor. vi programas de comida. conheci o formidável Silvano Bueno, que fez questão de contar a mim e a meu acompanhante toda a sua vida sexual, além de ficar alertando que jamais levaria sua namorada no local onde nos encontrávamos, no caso, o Passeio Público, cheio de patos & pedras & putas.

num gesto arriscado, dei uma de namorada e conheci a Vó Sofia, nos Ermos de Santa Catarina. fui picada por 99% dos insetos da região, caí na lama, tomei água do rio (iguai cachorro), fiz folia com o nenê que gostava de ameixas, idolatrei a melancia, arrumei o cabelo com água benta e, em suma, fiquei babando em cima dele, jogando o jogo do ABC.

aí no ano novo eu me entorpeci com licor, ganhei dinheiro da minha avó, assisti clipes peculiares e pensei que a coisa mais interessante que eu tinha feito no primeiro dia do ano era a mesma que tinha feito no último dia. aham, isso mesmo. lutei muito pra ouvir meu cd-rw, o mais manipulador da face da terra, pois a cada música mudava meu estado de humor de forma abissal. i didn't want to fuck you but you're pretty when you're mine, roar roar. i feel loved, honestly, <3. my heart is sick of being in chains, dur. etc etc etc.

mui bem acompanhada, regresso para a Capital do Interior. aí né, nem sei falar. o amor faz a gente fazer coisas estranhas. i opened the fire door, e entrei, e subi, e desci. apesar de não sermos siameses, é impossível. nós não te aceitamos, e você não é um de nós. não vale a pena nem tentar. assim, contar. silêncio. mas eu não posso parar de falar, porque agora a gente vai comer banana split, andar pelo parque, pedir desculpas, fazer banho de creme, dançar, vestir a roupa um do outro, apostar, perder, discutir, beber, puxar, empurrar, dormir, suar, TCr, fazer arte, espionar. aí eu sei o que eu quero e é isso. growing senile together, et al.

me sinto cada vez mais durona. e torta. e entendida. e desencanada. faço bolo de chocolate, faço merda. enfio o dedo no olho alheio e no próprio, e é tudo de propósito. me tapam de lisonjas mas eu escuto mais alto as Outras Coisas. arte é dormir pelada, suando, cheirando a álcool. tirar os cabelos do ralo do chuveiro e enfiar a cabeça nas calcinhas penduradas na porta do box. ler good omens com as formigas andando pelas pernas. ir trabalhar encharcada de chuva. mandar quarenta emails num dia. fazer massagem com óleo rosa. quero beijar as pálpebras dele até que os meus lábios sequem, aí eu passo uns cubos de gelo e dou beijo frrrio (it's cold in here!).

quero rir das bizarrices, porque eu faço coisas estranhas, mas penso muito mais. ô se penso. agora vou sussurrar agora vou gritar agora vou ficar offline agora eu volto agora eu vou agora eu subo no pedestal pra me lamberem agora eu não tomo sorvete eu me cubro e durmo. não estou esperando. hm, stalkeandinho. me dêem o pagamento em chocolate. hey. eu falo tanto, como aguentam? fico aqui acenando. _o/

mataram a saudade?

câmbio desligo.

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