6.11.04

a idéia tão ao avesso

i hurl my heart to halt his pace,
to quench his thirst i squander blood;
he eats, and still his need seeks food,
compels a total sacrifice.

(one day i'll have my death of him)

(::grande suspiro::)

ah, oh, eu & minha perna podre sofremos entre cobertores cheios de bolinhas. quem me dera ter um saco de doritos, spicier nacho inclusive. e não ter coisas pra fazer fora ficar lendo o que eu arrebanhei na biblioteca agora que minha carteirinha nova ficou pronta (e claro que aí a carteirinha velha reapareceu, duh). eu, os gregos, a beauvoir e o invisível. there's more to life than books, blablabla, but oh, not much more.

fico pensando que eu devia ficar só com os livros, às vezes, que na vida, nas gentes, eu só quebro a cara. dos outros, mais que a minha mesmo. não tô me fazendo de vítima, oh, pobre garota sem habilidades sociais. tô falando que eu só quebro a cara dos outros mesmo. e não só a cara, às vezes. porque tem gente que me diz 'ah, a solução era eu ficar sozinho mesmo', e eu sei que é sozinho de mim que tão falando. e eu penso que eu devia ficar sozinha também, sozinha de gentes, só aqui com os livros e os cobertores embolotados. e o doritos gigante imaginário, claro.

tenho a impressão de que eu falo as Coisas Importantes ao avesso, ou ainda mais ininteligível que meu parco normal. as idéias são nossas, não os feitos. não os feitos. não os feitos. não, não mesmo. uma vez eu li que um beijo não precisa significar mais do que 'eu estou sozinho'. que 'eu te amo', no fundo, é 'você me ama?'. é interessante, razoavelmente interessante. uma vez eu pensei que mandar alguém se foder pode significar pra, na verdade, virem me foder. outra vez eu pensei que não falar nada era gritar. e outra, achei que todo mundo ia ver, ouvir, saber, através da claridade da minha pele, que tem merda correndo nas minhas veias. ou quem sabe coca-cola. ou shampoo anti-caspa. ou trufa. tão doce, tão podre que sou.

aparentemente, nem é assim.

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