15.6.04

bla bla bla

picotando. as. coisas.

nesse fim de semana, em curitiba, kelly finalmente encontra a quase-inexistente meia arrastão 7/8 (cobiçadíssima por não se enfiar nas partes como a pobre meia-calça faz). já em campinas, onde a temperatura lhe permite tirar as calças (mesmo sem A Boa Razão) e finalmente experimentá-las, ela passa a noite de segunda-feira brincando de trocar de roupa. decide, nesse meio tempo, por o lixo pra fora.

obviamente, no meio do complicado processso de levar cinco sacos de lixo (uns nojentos pingando, uns só cheios de papel amassado) para o baldão comunitário no corredor, chega um vizinho. chocado com a vestimenta da Sua Humilde Narradora, ele entra rapidamente em seu apartamento. a vestimenta era: meia 3/4 vermelha berrante, meia 7/8 supracitada, saia de preguinha desfiada, blusinha roxa sobreposta à blusa de manga comprida vermelha. isso tudo com a música da pequena sereia tocando ao fundo e um par de tranças vermelhoescuro balançando. uau.

música da pequena sereia (go on and kiss the girl) contida em CD especialmente gravado, rabiscado, descrito e envelopado pela m-m (miriamzinha-miriamzinha, ou também maníaca miriam) alojando entre outras pérolas várias músicas dos chipmunks, animados amigos de infância.

rebobinando para curitiba novamente...

ricardo, veeeeeeeeem tendo sido veementemente rejeitados pelo alabama para passarem um delicioso dia dos namorados à três, r. e k. se arriscam na noite gelada (possivelmente mais fria do ano) para exprementar o cinema do shoppingmuller. k., ou seja, Sua Humilde Narradora, quase faz xixi na calça e acaba atrasando a entrada triunfal na sala, que ocorre no escuro e os obriga a sentar nuns banquinhos isolados lááááá na frente & provavelmente reservados para deficientes.

durante a caminhada de volta (o cinema é um cinema normal; o filme bom; o gael sujo & de camisa extremamente mastigável), ambos fazem caras de intrigados e discutem temas profundos e filosóficos, tais como: a sensação é um sentimento do corpo ou o sentimento é uma sensação da alma? o brasil faz parte da américa latina? comer cachorro-quente ou x-pernil? que cor vão ser as camisetas com a minha cara estampada quando eu morrer e virar c00l?

entre outros.

em outros dias houveram outras discussões filosóficas etc etc etc, mas azar o seu de não ser eu.

não ser eu e levar meus pais que nunca saem pra comer fora em busca de um restaurante que fechou há anos e anos e anos. nem ter uma mãe que escava um allstar de cinco real num brechó. nem um irmão de quase três anos que faça a-ham com cara de tédio e...

"I swear to god, if I were a piano player or an actor or something and all those dopes thought I was terrific, I'd hate it. I wouldn't even want them to clap for me. People always clap for the wrong things. If I were a piano player, I'd play it in the goddam closet."

[catcher in the rye, j.d.salinger]

meu irmão levando a história do pianista ao pé da letra, só que ao invés de entrar no armário ele se enfia embaixo de travesseiros.
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da série diálogos interessantes:

quem: [k]elly, [c]aco e [r]icardo
onde: no quarto dos brinquedos

::[c] pega uma peça de lego e põe no ouvido::
[c] polícia? oi tudo bem? tudo. vem aqui e pega o cardo e a kelly. tchau, um bejo.
[r] hey! por que?
[c] polícia? vem aqui e pega o cardo e a kelly e eu também. pra levar no mercado. tchau, um bejo.
[k] tudo se explica!
[r] o_O

(mais tarde)

::[c] levanta e faz cara de mau::
[c] agora eu vou apagar a luz e fechar a porta, vocês tão de castigo.
[k] !
[r] !!!
[c] gostou?
:: [c] apaga a luz e sai::
[k] ::cara de sapeca::

tchau e um bejo.

ps. papai do céu, eu juro que se eu escapar dessa vez eu nunca mais (agora é de verdade!) apronto. de verdade. purfavor.

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