26.5.04

you better not stop me to say hi

i wake up in the night
and i don't know where the bathroom is
and i don't know what town i'm in
or what sky i am under


ontem foi assim. um dia.

decidi vir pra casa entre o trabalho e a aula, pra tomar um bom banho quente. aqui em casa, recebi um email dizendo que a greve começava hoje. me vesti correndo e fui pra biblioteca, em desespero. convenci a bibliotecária a me deixar pegar oito livros mesmo tendo perdido um exemplar de 'introdução à semântica' que era pra entregar semana passada. tive contato social. fiquei sozinha. fiz poesia. kaboom. fui pra aula.

chuva chuva chuva, raios, kabooom, chuva chuva.

acabou a luz. precisei de apoio moral pra conseguir descer as escadas molhadas no meio das trevas. fiquei junto de uma pequena multidão embaixo das lâmpadas de emergência, sentei no chão onde alguém me ofereceu a capa do violão - pra não gelar a bunda, disse - fiquei lendo kerouac no meio daquela luz sobrenatural.

chuva chuva kaboom chuva. kerouac. shall i say no? fly rubbing its back legs.

o sujeito do violão tocou boys don't cry. chuva chuva. pessoas indo embora. wonderwall. chuva. beatles beatles beatles. little girls make/shadows in the/sidewalk shorter/than the shadow/of death. chega de chuva & a luz voltou. mais beatles. look elsewhere.

agradeci a proteção da bunda e fui embora.

hoje foi assim, outro dia. acordo e não sei o que fazer e faço. e tenho lapsos de memória, como bolacha de chocolate, uso o cachec00l da minha bisavó enrolado na cabeça, fungo, fungo, fungo.

mas nem chove mais.

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