4.4.04

i have heard the mermaids singing, each to each.
i do not think that they will sing to me.


às vezes eu deixo tudo escuro aqui, só a luz meio azulada do monitor lambendo o teclado & a minha camisola & as mãos.

fico pensando.

penso no claro também, mas é diferente ficar assim, na meia-luz. tipo quando você fica deitado mas não está nem dormindo nem acordado e mais nada faz sentido. as distâncias todas ficam distorcidas, não dá pra saber o que é perto ou longe, o que importa ou não, o que é memória ou desejo. e sabe, tanto faz.

aqui por dentro as coisas se encaixam todas, de jeitos tortos & doloridos & meio fosco, mas encaixam. eu dou um jeito de me virar como posso. se for pra andar a madrugada toda de um lado pro outro da sala, eu ando. se for pra escrever textos crítpicos, eu escrevo. se for pra manipular fotos que ninguém vai ver, eu manipulo.

meus sonhos são vívidos & se fundem com os fatos de um jeito que eu não faço questão de lembrar se algum dia eu vi água daquela cor de verdade, me interessa é que a foto ficou linda impressa e que nela eu vou estar sempre sonhando desbotada & desfalecida. desfalecida, sem sentidos. sem sentidos? sem sentido.

me interessa como as coisas são pra mim, afinal, a realidade sou eu que construo. peça por peça.

e quem sabe um dia eu faça as sereias cantarem. mas não agora.

No! I am not Prince Hamlet, nor was meant to be

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